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Austeridade assenta num erro de Excel?

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Austeridade assenta num erro de Excel?

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A teoria económica que tem servido aos governos de todo o mundo para justificarem a austeridade está impregnada de erros. Foi a conclusão a que chegou uma equipa de investigação da Universidade do Massachusetts.

Os académicos refizeram as contas e descobriram erros de cálculo no estudo da Universidade de Harvard, que concluiu que os países com uma dívida pública acima dos 90% sufocam o crescimento económico.

O trabalho realizado em 2010 por Kenneth Rogoff, antigo economista chefe do FMI, e por Carmen Reinhar, em Harvard, tem sido citado para justificar a austeridade. Agora, a revisão feita pelos académicos da Universidade do Massachusetts prova que, em vez de uma contração média de 0,1%, as economias dos países com um rácio de dívida acima do 90% cresceram 2,2% no período analisado, apenas menos 1% do que os países com rácios de dívida pública mais baixos.

As críticas estendem-se à metodologia e ponderação dos dados feita em Harvard. Rogoff e Reinhart já reconheceram o erro de Excel, mas insistem que as suas conclusões estão corretas.