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Crise do euro no banco dos réus

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Crise do euro no banco dos réus

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A ausência de crescimento económico e as medidas de austeridade na Europa estão no banco dos réus nas reuniões de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI), Banco Mundial e dos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20, em Washington.

No recente relatório, o FMI faz uma análise devastadora das políticas de austeridade. Mas não propõe alternativas. Outra das suas preocupações é a retoma da economia mundial a “três velocidades”. Segundo a diretora-geral Christine Lagarde já desapareceram alguns dos riscos que pesavam sobre a economia mundial, mas “a melhoria nas condições financeiras não se está a traduzir numa retoma sustentável do crescimento e do emprego”.

O FMI baixou as previsões de crescimento deste ano, para 3,3%,devido ao marasmo económico na Europa. A zona euro será a única região do mundo em recessão e a organização incentiva o BCE a agir para impulsionar a economia.

Em Moscovo, no Fórum Rússia, Charles Wyplosz, diretor do Centro Internacional de Estudos Monetários e Bancários, juntou-se aos que defendem o fim da austeridade: “O resultado habitual da austeridade é a ausência de crescimento. Não vejo qual é a surpresa do FMI, a organização sabe isso muito bem. Ela impõe austeridade em todos os países onde intervém. O BCE baixou as taxas de juro para perto de zero e não há muito a fazer. A bola está no campo dos governos e do FMI. Devem pôr fim à austeridade. Não funciona”.

Mesmo na zona euro há divisões sobre o caminho a seguir. A crise prolonga-se há três anos e, o recente pedido de ajuda de Chipre, mostrou que não há ainda luz ao fundo do túnel.