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Itália: dois primeiros votos no Parlamento não permitiram eleger presidente

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Itália: dois primeiros votos no Parlamento não permitiram eleger presidente

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A Itália continua sem conhecer o nome do novo presidente. Nas duas primeiras votações no Parlamento, nenhum candidato obteve os dois terços dos votos necessários.

Na manhã desta sexta-feira terá lugar a terceira ronda, que ainda exige a maioria de dois terços mas, a partir da quarta votação, a maioria absoluta – 504 dos 1007 grandes eleitores – será suficiente.

O antigo presidente do Senado, Franco Marini, candidato apresentado pela esquerda do Partido Democrata e apoiado pela formação de direita de Silvio Berlusconi, foi o mais votado na primeira ronda, mas sem vozes suficientes para ser eleito.

Em dissidência com a liderança do partido, uma parte dos senadores democratas decidiu apoiar o jurista Stefano Rodota, candidato proposto pelo movimento Cinco Estrelas do ex-humorista Beppe Grillo.

Em resposta, o líder democrata Pier Luigi Bersani e o secretário-geral do Povo da Liberdade de Berlusconi, Angelino Alfano, aconselharam ao voto em branco, numa estratégia de adiar a eleição até ao quarto voto, esperando assim obter esta sexta-feira as 504 vozes suficientes para eleger Marini.

Tal como os senadores dissidentes, uma parte dos apoiantes da esquerda de Bersani denuncia a aliança com a formação de Berlusconi e não hesitou em manifestar-se em frente ao Parlamento, enquanto decorriam as primeiras votações.