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Paquistão: prisão preventiva de "luxo" para ex-presidente Musharraf

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Paquistão: prisão preventiva de "luxo" para ex-presidente Musharraf

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O ex-presidente paquistanês vai aguardar julgamento em prisão domiciliária. O tribunal de Islamabad prolongou hoje a prisão preventiva de Pervez Musharraf por duas semanas, depois da sua detenção na sexta-feira.

O antigo chefe de estado é acusado da detenção ilegal de 60 juízes em 2007, após a declaração do estado de emergência no país. Uma decisão que, desde então, inflama a revolta dos magistrados, que manifestaram-se, este sábado, à porta do tribunal.

A acusação exigia a detenção de Musharraf num estabelecimento prisional – tendo protestado mesmo contra o facto do acusado não comparecer algemado na audiência – mas os juízes acabaram por aceitar o pedido da defesa para que o político possa aguardar julgamento na sua vivenda de luxo nos arredores de Islamabad.

Desde que regressou de um exílio de quatro anos, no mês passado, que Musharraf enfrenta outros dois processos em tribunal, relativos à alegada implicação na morte de um líder nacionalista em 2006 e no atentado que vitimou a chefe da oposição e ex-primeira ministra Benazir Bhutto em 2007.