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Reeleição do presidente italiano: "um golpe de estado" para Beppe Grillo

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Reeleição do presidente italiano: "um golpe de estado" para Beppe Grillo

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Com um governo demissionário ainda no cargo, a Itália conta agora com um presidente cessante reeleito. Após cinco votações falhadas e na ausência de um consenso entre as três grandes formações políticas, Giorgio Napolitano, foi o único a conseguir reunir o apoio da maioria dos grandes eleitores.

“Espero que nas próximas semanas e já nos próximos dias, possamos fazer com que todos os campos possam cumprir os seus deveres com o objetivo de reforçar as instituições do estado e face à difícil situação do país”, afirmou Napolitano.

O político de 87 anos, que há uma semana considerava a possibilidade de recandidatar-se como “ridícula”, foi reconduzido no cargo pelos grandes eleitores com 738 votos a favor, reunindo pela primeira vez o apoio do Partido Povo da Liberdade de Silvio Berlusconi e do Partido Democrático de Pier Luigi Bersani.

Uma escolha que representa uma derrota para o candidato do movimento Cinco Estrelas, o constitucionalista Stefano Rodotá, que obteve apenas 217 votos. Beppe Grillo, líder do terceiro partido italiano, considerou a reeleição de Napolitano como um “golpe de estado”, tendo apelado aos seus apoiantes a marcharem sobre Roma.

Desde a ascenção do movimento de Grillo, nas eleições de fevereiro, sob a bandeira da renovação da classe política, que o país se encontra paralizado entre três formações políticas irreconciliáveis, no parlamento e no senado.

Um apoiante da formação afirma, “camaradas, agora já não interessa por quem é que votaram. Se são cidadãos honestos como nós, sabem que somos todos reféns de partidos que se unem para aplicar um programa que é o mesmo há 20 anos e que, no fundo, beneficia apenas Silvio Berlusconi”.

A reeleição de Giorgio Napolitano foi saudada pela Comissão Europeia que lembrou, “o momento decisivo para o país no processo de integração europeia”. Resta agora que o presidente reeleito consiga pôr fim à crise política que impede a nomeação de um novo governo desde as eleições de fevereiro.