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HRW acusa Birmânia de "limpeza étnica"

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HRW acusa Birmânia de "limpeza étnica"

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“O governo birmanês envolveu-se numa campanha de limpeza étnica contra os rohingyas”, acusou hoje a Human Rights Watch (HRW).

A minoria muçulmana apátrida vive confinada na região oeste do país, no estado de Rakine, onde duas vagas de violência étnica fizeram pelo menos 180 mortos, no ano passado.

Esta segunda-feira é esperada uma decisão da União Europeia sobre o levantamento de todos os embargos, exceto o de armas, à Birmânia.

A Human Rights Watch considera “prematuro”, o levantamento do embargo, porque retira à União Europeia capacidade de pressão sobre o governo birmanês. A organização afirma que estão a ser abandonadas medidas que levaram “aos atuais progressos em termos de direitos humanos”, na Birmânia.

Cerca de 800 mil muçulmanos rohingyas vivem na Birmânia. A ONU considera-os como uma das minorias mais perseguidas do planeta.

Segundo a Human Rights Watch, “as forças de segurança foram cúmplices” no que classifica de “crimes contra a humanidade” de que têm sido vítimas os rohingyas. A violência, no ano passado, fez mais de 125 mil refugiados, segundo as Nações Unidas.