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Presidente italiano apela à "união nacional" para formar novo governo

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Presidente italiano apela à "união nacional" para formar novo governo

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“Um sinal de união contra as querelas políticas”. Foi assim que o presidente italiano, reeleito no sábado, justificou a decisão de aceitar um segundo mandato, durante a cerimónia de tomada de posse, esta tarde, em Roma.

Frente às duas câmaras do parlamento, Giorgio Napolitano evocou os problemas económicos do país, para criticar o impasse na formação de um novo governo, que dura desde as eleições de fevereiro.

Face aos aplausos, de todas as bancadas parlamentares, Napolitano deixou um aviso aos partidos:

“Tenham cuidado, que os vossos aplausos não sejam uma forma de atenuar a vossa responsabilidade na gravidade da situação. Estou a falar não só para os co-responsáveis da propagação da corrupção nas diferentes esferas da política, mas também para os responsáveis pelo bloqueio das reformas”.

Napolitano referiu a importância de reformar a lei eleitoral e a constituição para evitar a atual divisão entre senado e parlamento, afirmando que não irá tolerar a continuação do bloqueio entre os três principais partidos, até agora irreconciliáveis.

“Não podemos continuar a rejeitar o dever de dialogar, de encontrar soluções, de exigir decisões rápidas e transparentes sobre as reformas urgentes, precisamos de garantir a sobrevivência e a melhoria da democracia e da sociedade italianas”.

O presidente reeleito, de 87 anos, reuniu-se, depois da cerimónia, com os líderes dos principais partidos políticos para discutir o elenco de um provável governo de união nacional.

Um executivo, apelidado de “governo do presidente”, que poderia ser apresentado já na quarta-feira.