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Itália: um governo de união nacional a contra-relógio

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Itália: um governo de união nacional a contra-relógio

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O presidente de Itália, reeleito para um segundo mandato, espera poder concluir as negociações para a formação de um novo governo ainda esta semana.

Giorgio Napolitano tomou posse, esta segunda-feira, em Roma, numa cerimónia marcada pelo apelo à união nacional e às críticas às divisões políticas que, desde as eleições de fevereiro, impedem a nomeação de um novo executivo.

Frente às duas câmaras do parlamento, o chefe de estado deixou um aviso:

“Não podemos continuar a rejeitar o dever de dialogar, de encontrar soluções, de exigir decisões rápidas e transparentes sobre as reformas urgentes, precisamos de garantir a sobrevivência e a melhoria da democracia e da sociedade italianas”.

Napolitano deverá iniciar esta terça-feira as consultas com os diversos líderes políticos, classificadas, a nível oficial, como “rápidas e essenciais”.

Dos líderes do senado e parlamento, aos responsáveis dos grandes partidos políticos, o chefe de estado, quer compor uma equipa “multicolor” que poderia ser chefiada pelo antigo primeiro-ministro Giuliano Amato ou pelo número dois do Partido Democrático, Enrico Letta.

Algumas fontes apontam também a possibilidade de nomear alguns tecnocratas para o governo, nomeadamente os sábios que participaram na redação de um programa de governo.

Mas a determinação do presidente enfrenta-se aos protestos do movimento de Beppe Grillo, que contestam a reeleição de Napolitano como um “golpe de estado”. Os partidários de Grillo rejeitavam até agora qualquer coligação com os restantes dois outros partidos para formar governo.