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América face a novas formas de terrorismo

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América face a novas formas de terrorismo

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Uma semana depois dos atentados de Boston, as autoridades americanas falam abertamente de novas formas de terrorismo.

O departamento do Tesouro está particularmente envolvido no combate ao terrorismo financeiro que, através da lavagem de dinheiro e do tráfico de droga, tenta atacar o sistema no seu cerne.

O sub-secretário de Estado do Tesouro para o Terrorismo Finaceiro, David Cohen, deixa exemplos:

“O Hezbollah beneficia da rede de lavagem de dinheiro e faz lucros com o narcotráfico e com esquemas de branqueamento de capitais. Com estes fundos, o Hezbollah está envolvido em atos terroristas por todo o mundo”, acusa.

Os especialistas dos serviços secretos americanos sabem que a ligação do narcotráfico com o islamismo radical é cada vez mais estreita.

Como explica o agente da luta contra o narcotráfico, Derek Maltz, “os Estados que apoiam o terrorismo estão em declínio, em contrapartida, o terrorismo alimentado pelo tráfico de droga está a aumentar”.

Para além das redes poderosas e organizadas, com capacidade para ações espetaculares em larga escala, o mundo assiste ao recrudescimento dos chamados “lobos solitários”, de que os irmãos que alegadamente atacaram em Boston são um exemplo claro.

“O que sabemos é que estas pessoas são relativamente incompetentes, mas difíceis de detetar. Não representam o mesmo risco para a segurança que a al qaida. Não são capazes de destruir ou atacar grandes edifícios e provocar milhares de mortos”, diz o professor universitário Joseph Young.

Têm escassos meios mas escapam mais facilmente à vigilância e podem atacar onde menos se espera e essa é a preocupação dos americanos:

“Doze anos depois do 11 de setembro, a América entra numa nova era de terrorismo. O perigo dos “lobos solitários” e do terrorismo financeiro representam uma ameaça com a qual o país está a aprender a lidar. E o mais difícil é gerir o medo”, refere o repórter da euronews em Washingtom, Stefan Grobe.