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Desemprego: O drama espanhol

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Desemprego: O drama espanhol

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De recorde em recorde, o desemprego é o resultado da profunda recessão que atinge Espanha. A última prolonga-se há quase dois anos e, em 2012, a economia espanhola registou o segundo pior desempenho anual desde 1970.

Sob efeito da crise financeira mundial e do colapso do setor imobiliário do país, milhares de empresas faliram ou despediram pessoal. A taxa de desemprego passou dos 7,95%, em 2007, para os 27,16%, no primeiro trimestre de 2013. Uma subida de quase 20%.

Metade dos desempregados têm baixa escolaridade ou formação, mas os mais atingidos são os jovens com menos de 25 anos. A taxa de desemprego juvenil é de 57,2%.

Para Thomas Costerg, economista no Stadard Chartered, não há sinais de melhoria: “A economia ainda está em dificuldades. O setor imobiliário e da construção estão em crise, não há uma subida dos preços. É um claro contraste com o que está a acontecer nos Estados Unidos”.

Um terço dos desempregados não tem trabalho há mais de dois anos e há dois milhões de lares que não têm ninguém a trabalhar. O desemprego está assim a fazer cair o consumo e, no final, a economia. Um círculo vicioso que Madrid tenta interromper, procurando a fórmula mágica do equilíbrio entre medidas de austeridade e de crescimento económico.