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25 de Abril sob a sombra da descrença

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25 de Abril sob a sombra da descrença

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No Parlamento a sessão solene que assinalou o 39° aniversário da revolução dos cravos ficou marcada pela ausência de Mário Soares, de Manuel Alegre e dos dirigentes da Associação 25 de Abril.

Na Avenida da Liberdade, milhares de pessoas cantaram “Grândola vila morena”, indelevelmente associada à revolução que pôs fim a 48 anos de ditadura.

Contudo, perante a atual situação do país a desilusão persiste:

“Neste momento faz todo o sentido que estejamos presentes porque somos representantes do povo. Estamos aqui para fazer com que a Constituição seja cumprida”, disse José Mendes da Associação Sindical dos Profissionais de Polícia.

“Vejo mal o país. Por isso este 25 de Abril, além da evocação da libertação, da derrota do fascismo, tem de servir como luta contra essa situação que vivemos hoje”; sublinhou Vasco Lourenço, um dos capitães de abril.

Embora no Parlamento o Presidente da República tivesse defendido o combate ao desemprego como uma prioridade da ação governativa, nas ruas ecoava a descrença na classe política e no Governo.