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Bangladesh: a revolta da "mão de obra barata" após desmoronamento de fábrica

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Bangladesh: a revolta da "mão de obra barata" após desmoronamento de fábrica

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Uma tragédia que termina numa revolta laboral inédita no Bangladesh.
Centenas de milhares de trabalhadores envolveram-se em confrontos com a polícia, dois dias depois do desmoronamento de uma instalação fabril ter morto mais de 270 pessoas nos arredores da capital.

Os sindicatos tinham cumprido uma greve, ontem, para protestar contra as condições precárias de trabalho, depois dos empregados terem denunciado várias fissuras no edifício de oito andares e num momento em que o proprietário da fábrica se encontra em fuga.

Para o líder do principal sindicato do país, “o governo, o proprietário, os compradores e a associação dos exportadores do país têm que pagar uma indemnização às pessoas afetadas”.

As autoridades tinham conseguido retirar hoje 45 sobreviventes dos escombros do edifício que empregava mais de 3.000 pessoas, albergando vários ateliês pertencentes a empresas como a espanhola Mango ou a britânica Primark.

O incidente volta a revelar as precárias condições de trabalho no país onde a indústria têxtil internacional beneficia dos custos de mão de obra mais baixos do mundo.

As autoridades prometeram hoje levar a tribunal o dono do edifício que se encontra em fuga.

Só nos últimos 15 anos mais de 600 pessoas morreram e mais de três mil ficaram feridas em acidentes semelhantes, nas instalações fabris do país.