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Incêndio em hospital psiquiátrico mata 38 pessoas e deflagra polémica na Rússia

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Incêndio em hospital psiquiátrico mata 38 pessoas e deflagra polémica na Rússia

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O incêndio que matou, pelo menos, 38 pessoas num hospital psiquiátrico dos arredores de Moscovo, veio relançar o debate sobre a segurança e sobre o tratamento dos doentes mentais, na Rússia.

As autoridades abriram um inquérito para saber se as medidas de segurança foram respeitadas; se os pacientes estariam drogados ou atados, como alguns afirmam; e para apurar as causas do fogo que, segundo uma versão, terá começado no edifício principal, segundo outra, num anexo; provocado por um curto-circuito, avançam alguns; ou por um cigarro, dizem outros.

“Havia um homem sentado num sofá, no hall principal, onde as pessoas costumam reunir-se para ver televisão. Foi ali que tudo aconteceu”, explica um vizinho, que conta o que ouviu dizer aos sobreviventes, e acrescenta: “Tenho muita pena das pessoas que não conseguiram levantar-se das camas.”

“Eu transportei uma paciente para fora do hospital, mas já estava morta”, diz outro vizinho. “Ainda forçámos uma entrada, pelo outro lado, mas havia demasiado fumo no interior…”

Vladimir Putin abriu a reunião do gabinete pedindo um minuto de silêncio em memória dos 36 pacientes e dois médicos mortos no incêndio.