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Skin com pele acústica

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Skin com pele acústica

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Durante 20 anos ficaram conhecidos por um rock pesado, performances agressivas e letras politicamente carregadas, escritas por uma das mulheres mais emblemáticas do música mas, ultimamente, os Skunk Anansie revelam-se mais intimistas.

Perante um concerto acústico no Cadogan Hall, em Londres Skin expõe-se de uma forma emocionante.

Skin: “Em muitos aspetos é bastante assustador, porque estamos habituados a esconder-nos atrás das luzes e do espetáculo e a ser uma banda ao vivo onde toda a gente vibra, e aqui estou literalmente parada e a cantar muito baixinho.”

Skin: “Há alguma vulnerabilidade nas letras e uma delicadeza nas palavras e na forma como as músicas são construídas. Por vezes isso perde-se, fazer um concerto acústico expõe essa beleza, delicadeza e vulnerabilidade e expõe-nos verdadeiramente como músicos. Pode ver-se o quanto somos bons. Ou maus.”

Depois de um hiato em 2001, voltaram a unir-se em 2009, e o seu amor pela música não mudou. Mas em 2013, a indústria musical é um mundo diferente.

Skin: “Creio que agora 10 ou 15 anos depois, a indústria parece estar tão obcecado com a música feita por miúdos, o que é fantástico, eu adoro. Mas também gosto de música de antigos cantores de jazz. Acho que a falta de variedade é a coisa mais difícil para nós. Se não formos isto, não estamos por dentro”.

Os Skunk Anansie lançaram o mais recente álbum “Traffic Black”, em setembro de 2012.