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Legislativas podem afastar Islândia da União Europeia

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Legislativas podem afastar Islândia da União Europeia

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A Islândia vai hoje a votos, preparada para uma nova dança das cadeiras, no poder, ao som dos protestos contra a política de austeridade do governo social-democrata.

A atual coligação no governo deverá ser a grande derrotada do escrutínio, face aos custos sociais das medidas de austeridade impostas pelo FMI e apesar dos esforços da primeira-ministra, Johanna Sigurdardottir, para conter a inflação e o desemprego no país.

Quatro anos após ter sido derrotado nas urnas em plena crise bancária, o partido da Independência é dado como o favorito nas sondagens, apesar da falta de carisma do seu líder, Bjarni Benediktsson.

Os conservadores poderiam reatar a coligação com os centristas do Partido Progressista de David Gunnlaugsson, que surge em segundo lugar nas intenções de voto.

Uma vitória que, para lá do voto de castigo contra os cortes do anterior governo, significaria também o fim do processo de adesão do país à União Europeia, contestado pelas duas formações.

O partido Progressista tinha prometido cancelar 20% das hipotecas bancárias contraídas antes da crise de 2008, num momento em que mais de metade dos eleitores consideram o endividamento das famílias como a principal prioridade do próximo executivo.