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Zona euro: BCE sob pressão

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Zona euro: BCE sob pressão

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Recuo da inflação e subida do desemprego: a pressão aumenta para que o Banco Central Europeu (BCE) intervenha esta semana, com um corte nas taxas de juro. A maioria dos analistas espera um corte de 25 pontos base, na reunião de quinta-feira.

A taxa de inflação atingiu, em abril, o nível mais baixo em três anos. Os preços ao consumidor recuaram cinco décimas, face a março, para 1,2%. Trata-se da maior queda mensal em mais de quatro anos, refletindo a recessão que se prolonga na zona euro.

A taxa volta a estar abaixo da meta de 2% fixada pelo BCE, dando à instituição margem de manobra para agir e impulsionar a economia da União Monetária.

O BCE esperava uma retoma económica no segundo semestre, mas os recentes dados sugerem que não. A começar pelo desemprego, que bateu um novo recorde histórico, em março.

Segundo o gabinete europeu de estatística, o Eurostat, a zona euro tem 19,2 milhões de pessoas sem trabalho, o que corresponde a uma taxa de 12,1%. Entre os jovens com menos de 25 anos, o desemprego é de 24%.

Em Portugal, a taxa manteve-se nos 17,5%, enquanto o desemprego juvenil subiu para os 38,3%.

Mesmo a Alemanha dá sinais de deterioração económica, apesar da confiança dos consumidores ter subido para máximos de cinco anos e meio e do desemprego se manter próximo de mínimos de duas décadas e ser um dos mais baixos da zona euro.