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Ucrânia: Decisão da justiça europeia não chega para a libertação de Iulia Timochenko

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Ucrânia: Decisão da justiça europeia não chega para a libertação de Iulia Timochenko

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Os apoiantes de Iulia Timochenko não perderam tempo a pedir às autoridades de Kiev, a libertação da ex-primeira ministra ucraniana, assim que foi conhecida a decisão do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

Os juízes de Estrasburgo condenaram, por unanimidade, as autoridades da Ucrânia por quatro violações dos direitos fundametais.

A filha de Timochenko, Evgeniya, convocou uma conferência de imprensa para dizer: “Agora, o regime não vai dizer que a minha mãe não é uma prisioneira política. Hoje, o tribunal europeu declarou que ela foi presa por motivos políticos e percebemos e esperamos que isto seja o suficiente para que o presidente Ianukovich decida libertá-la para corrigir os erros do sistema judicial, que não funciona na Ucrânia”.

Mas o regime tem outra leitura da situação. Um deputado do Partido das Regiões, no poder, responde que “Timochenko está ainda sob investigação noutros processos criminais e, por isso, o possível perdão do presidente só poderá ser considerado após a investigação e os vereditos dos tribunais”.

A jornalista da Euronews na Ucrânia, Evgeniya Rudenko, explica este novo braço de ferro politico-judicial: “Os apoiantes de Iulia Timochenko dizem que o julgamento do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos era previsível e esperam agora que ela seja libertada por um perdão presidencial. Enquanto isso, o governo recusa comentários até que seja analisada, em detalhe, a motivação que levou à decisão da justiça europeia e não exclui a possibilidade de apresentar recurso nos próximos três meses”.