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Atenas paralisada no Dia do Trabalhador

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Atenas paralisada no Dia do Trabalhador

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O Dia do Trabalhador é dia de greve geral na Grécia. A paralisação tem lugar três dias depois do Parlamento ter aprovado novas medidas de austeridade acordadas entre o governo e a troika, para que Atenas aceda à próxima fatia do resgate financeiro.

Um condutor de táxi da capital grega diz que a população “perdeu muito e está a ver-se forçada a emigrar”. Acrescenta que ele próprio está a pensar em “aprender alemão, para aproveitar o diploma de ensino” que possui e depois “ir para a Alemanha” em busca de uma vida melhor.

É a segunda greve geral de 2013, convocada pelos principais sindicatos, que aproveitaram o facto dos festejos do Dia do Trabalhador terem sido trasladados para a próxima semana, para coincidir com a Páscoa ortodoxa.

O tráfego aéreo circula normalmente, mas os transportes marítimos, comboios e linhas de metro de Atenas estão paralisados. Os hospitais apenas cumprem os serviços mínimos.

O acesso fechado aos principais monumentos, como a Acrópole, surpreendeu vários turistas, que compreendem, no entanto, as razões do protesto.

Um inglês afirma que está “bastante desiludido”, porque veio de longe. Diz que “se soubesse, tinha vindo um dia antes”, acrescentando que “hoje é o último dia de férias” e vai “apanhar um voo de regresso [a Inglaterra] no fim do dia”. Ainda assim, diz perceber que “a Grécia enfrenta grandes problemas e que [os gregos] estão a sofrer financeiramente”.