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Muro israelita continua a causar dor aos palestinianos

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Muro israelita continua a causar dor aos palestinianos

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Ao fim de mais de 10 anos, a construção do muro que separa o território israelita da Cisjordânia continua a causar sofrimento e dor à população palestiniana.

Os agricultores cisjordanos com terras junto ao muro ou por ale atravessadas são os mais atingidos.

A presença de soldados israelitas impede-os de levar a cabo as tarefas mais elementares da sua atividade.

“Não podemos trabalhar como antigamente. Por vezes os soldados entram nos nossos campos e perseguem-nos e noutras ocasiões entram em nossa casa porque estamos a reparar o telhado”, disse um agricultor palestiniano.

A construção do muro dividiu muitas aldeias e os habitantes que permanecem no lado cisjordano têm grandes dificuldades em obter mantimentos, medicamentos e água.

“Tenho o meu campo a uns metros daqui e não me deixam ir buscar água. Tenho de telefonar antes. Antigamente a situação era normal, podíamos ir buscar a água que quiséssemos. Agora estamos restringidos”, afirmou uma mulher palestiniana que vive perto do muro israelita.

Milhares de palestinianos passam horas nas filas dos postos de controlo israelitas para se deslocarem entre as várias aldeias.

O correspondente da Euronews esteve na aldeia de Azzun:

“Apesar da decisão dos tribunais internacionais confirmar a ilegalidade e a demolição do muro, os israelitas continuaram a construi-lo para, segundo dizem, manter a segurança. O muro abarcou grandes áreas de terra palestiniana e dificulta a movimentação das pessoas no seu dia-a-dia”, sublinhou Mohammed Shaikhibrahim.