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Sexta-feira sangrenta no Paquistão: um procurador e um candidato assassinados a tiro

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Sexta-feira sangrenta no Paquistão: um procurador e um candidato assassinados a tiro

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Foi assassinado, a tiro, esta sexta-feira, o procurador que dirigia a investigação sobre a morte da ex-primeira-ministra paquistanesa, Benazir Buttho.

O magistrado era igualmente o procurador do caso relacionado com os atentados de Bombaim, em 2008.

Segundo a polícia, Chaudry Zulfiqar foi alvo de uma emboscada, quando saiu de casa, em Islamabad, em direção ao tribunal antiterrorista de Rawalpindi. Foi atingido por atiradores em motos, enquanto conduzia o seu carro para ir a uma nova audiência sobre o assassinato de Benazir Buttho, em 2007.

O caso voltou à ordem do dia com o regresso, ao Paquistão, de Perez Musharaf. O antigo presidente, atualmente sujeito a termo de identidade e residência, é acusado de não ter feito o necessário para garantir a segurança da ex-primeira-ministra. Tanto mais que um relatório da ONU, de 2010, dá conta que o assassinato podia ter sido evitado.

O assassinato do procurador, esse, ocorre a oito dias das eleições gerais e num clima de campanha eleitoral marcado por múltiplos ataques contra os candidatos. Esta sexta-feira, um terceiro candidato foi assassinado a tiro, juntamente com o filho, de três anos, quando saíam da mesquita, em Carachi.

Bilal Bhutto, filho da malograda chefe do governo, e líder do Partido Popular encontra-se fora do país e só regressará ao Paquistão depois das eleições. Receia pela sua segurança.