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"Não sou de cor, sou negra": ministra italiana rebate insultos racistas

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"Não sou de cor, sou negra": ministra italiana rebate insultos racistas

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A nova ministra da integração italiana foi obrigada esta sexta-feira a organizar uma conferência de imprensa para denunciar os insultos racistas contra ela.

Cecile Kyenge, de origem congolesa, é a primeira mulher africana a ocupar um cargo no governo do país.

Na origem dos insultos está a extrema-direita e, em particular, o projeto da ministra de conceder a nacionalidade italiana aos filhos de imigrantes nascidos no país.

“Eu não sou de cor, sou negra, e é importante dizê-lo em público e com muita honra. Temos que derrubar estes muros. O ceticismo e a discriminação só aumentam quando os cidadãos se recusam a conhecer o ‘outro’. A imigração é uma riqueza e as diferenças são um recurso importante para este país”, afirmou Kyenge.

Desde a sua tomada de posse que a nova ministra é alvo de insultos.

Um eurodeputado italiano do partido Liga Norte referiu-se ao novo executivo, como um governo “bonga bonga” (alusão às festas “bunga bunga” organizadas pelo ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi).

Nos sítios internet da extrema-direita multiplicam-se os apelidos racistas da ministra, como “zulu” ou “a negra anti-italiana”.

Afirmações que, para Kyenge são, antes mais, “reveladoras de uma profunda ignorância”.