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Hungria: extrema-direita manifesta-se contra reunião judaica em Budapeste

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Hungria: extrema-direita manifesta-se contra reunião judaica em Budapeste

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Uma manifestação anti-sionista convocada pela extrema-direita embaraça, desde ontem, o governo húngaro.

Centenas de militantes do Jobbik, o terceiro partido do país, concentraram-se no sábado frente ao parlamento, em Budapeste, para protestar contra a alegada intenção de Israel de “querer comprar o país”.

A manifestação, contestada pelo governo, mas autorizada pelos tribunais, ocorreu na véspera da abertura, este domingo, da assembleia geral anual do Congresso Judaico Mundial, na cidade.

O líder do partido Jobbik, Gabor Vona, afirmou frente aos manifestantes:

“Somos especiais na Europa, não porque somos a maior nação anti-semita, mas porque mesmo que tenham toda a Europa a seus pés, a lamber-lhes os pés, nós não vamos fazer o mesmo”.

O congresso mundial judaico afirma, por seu lado, ter decidido realizar a reunião de três dias, pela primeira vez, na Hungria, para alertar para o aumento do anti-semitismo no país.

Para o responsável da federação das comunidades judaicas, Peter Feldmajer:

“A popularidade do partido Jobbik é apenas um sintoma de um problema bem maior, quando cerca de meio milhão de húngaros apoiam a extrema-direita e muitos mais têm uma visão negativa dos judeus”.

Desde o ano passado, que a extrema-direita multiplica as declarações anti-semitas, depois de ter proposto a criação de uma lista de políticos judeus, considerados um “perigo nacional”.

Cerca de 600 mil judeus foram mortos no país durante o holocausto nazi, um número recordado durante uma manifestação que reuniu milhares de pessoas, em Abril, em Budapeste.