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Raides de Israel: Síria só pode retaliar com o apoio do Irão

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Raides de Israel: Síria só pode retaliar com o apoio do Irão

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O executivo israelita manteve, este domingo, o habitual conselho de ministros, poucas horas depois do raide aéreo levado a cabo na Síria, e que visou armas iranianas.

Benjamin Netanyahu não quis fazer quaisquer declarações públicas sobre o ocorrido. Mas a posição de Telavive é justificada por Uzi Landau, ministro israelita do Turismo: “Segundo a política do Estado de Israel, é importante que este tipo de armas não caia nas mãos de terroristas. Isto é essencial e vai continuar a sê-lo, tal como disse o primeiro-ministro.”

Israel visa, pois, evitar a transferência de armas para o Hezbollah libanês e este é, desde finais de janeiro, o terceiro ataque israelita contra alvos semelhantes, na Síria, que, segundo Moshe Maoz, analista na Hebrew University, “não pode retaliar sem o apoio do Irão e do próprio Hezbollah. Só o Irão pode dar luz verde, porque é ele o principal aliado, enviando armas. Presumo que o Irão não queira, exatamente uma guerra, neste momento. Por isso, vai continuar apenas a denunciar as atividades de Israel e mais nada. Se eu me enganar, e se houver retaliações, o Hezbollah será instruído para levá-las a cabo a favor da Síria. O que significa que isso poderá provocar uma guerra.”

O Irão, por seu lado, condenou o ataque israelita contra a Síria, que qualificou de “manobra para provocar a instabilidade e a insegurança” nesta zona do globo. “Este acontecimento confirma a teoria da República Islâmica sobre a atual crise na região: o principal motivo por detrás da crise na Síria é minar o poder de quem, na região, se opõe a Israel”, afirmou Ali Larijani, presidente do Parlamento de Teerão.

Depois dos raides noturnos, Israel deslocou, este domingo, duas baterias antimíssil, do seu sistema de defesa Iron Dome, para a norte do país, perto das fronteiras com a Síria e o Líbano, pátria do Hezbollah.