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Irão nega envio de armas para a Síria e critica Israel

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Irão nega envio de armas para a Síria e critica Israel

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As autoridades do Irão criticam os recentes ataques aéreos de Israel à Síria, alegadamente realizados para impedir a transferência de armas iranianas para a região.

Numa conferência na Universidade de Leuven, na Bélgica, o embaixador do Irão para a União Europeia, Mahmoud Barimani, afirmou que “não é verdade que se tratava de um carregamento de mísseis do Irão, como foi anunciado”.

“No que se refere às ações de Israel, estas vão contra os fundamentos da Carta das Nações Unidas. Provocam mais tensão na região porque se trata de um país estrangeiro a intervir dentro da Síria. É algo que tem de ser levado a sério”, acrescentou Barimani.

Israel, por seu lado, acusa o Irão de enviar armas ao movimento xiita libanês Hezzbollah, um aliado do regime sírio que combate os rebeldes pró-democracia desde 2011.

Mas a analista do Centro de Estudos Políticos Europeus, Rym Ayadi, adverte que “nenhum país da região pode ou deve intervir noutro país para destruir carregamentos de armas, excepto se houver uma ameaça clara e comprovada aos seus próprios interesses de segurança nacional. Essa ameaça não foi comprovada, logo não vejo como se pode justificar a entrada noutro país para o atacar”.

A União Europeia manifestou, esta segunda-feira, receio de que os ataques aéreos israelitas contra a Síria aumentem o risco de arrastar outros países da região para um conflito alargado.

“Lançamos um apelo a todas as partes para encontrarem uma solução política. É a única via possível”, disse Michael Mann, porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton.

A guerra civil na Síria já fez mais de 70 mil mortos e 2,5 milhões de deslocados dentro do país. Outros 1,5 milhões de pessoas vivem refugiadas em campos nas fronteiras com a Jordânia, a Turquia, o Líbano e o Iraque.