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Orban não convence na abertura do Congresso Mundial Judaico

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Orban não convence na abertura do Congresso Mundial Judaico

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O décimo quarto Congresso Mundial Judaico arrancou este domingo em Budapeste, rodeado de fortes medidas de segurança.

Criticado pela passividade face aos incidentes antissemitas que se multiplicaram na Hungria nos últimos meses, o primeiro-ministro conservador prometeu “tolerância zero”.

Mas o discurso de Viktor Orban na abertura do encontro não foi suficiente para convencer aqueles que pediam medidas concretas e um claro distanciamento entre o executivo húngaro e a extrema-direita.

Ainda assim, Orban frisou que “a desilusão, a ira e o ódio estão a aumentar e, face a esta situação, é preciso dizer claramente que o antissemitismo é inaceitável e não pode ser tolerado”.

Na véspera da abertura do Congresso Mundial Judaico, o partido de extrema-direita Jobbik – que obteve 17 por cento dos votos nas legislativas de 2010 – reuniu quinhentos apoiantes em Budapeste, numa manifestação onde denunciava, nomeadamente, “a conspiração israelita contra a Hungria”.