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ONU: investigações sobre armas químicas na Síria são inconclusivas

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ONU: investigações sobre armas químicas na Síria são inconclusivas

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Investigadores de crimes de guerra das Nações Unidas afirmam não terem chegado a uma conclusão quanto à utilização de gás Sarin na Síria.

O anúncio surge após a investigadora da ONU, Carla Del Ponte, ter anunciado no domingo que a comissão teria em seu poder provas segundo as quais os rebeldes teriam recorrido a armas químicas, em particular gás Sarin.

Governo e rebeldes acusam-se mutuamente de utilizarem armas químicas em ataques levados a cabo em março e dezembro passados.

“Estamos cem por cento confiantes que a Síria não utilizou armas químicas contra o seu próprio povo. Estamos cem por cento confiantes mas a oposição inventa estas mentiras a fim de criar problemas e esconder os crimes cometidos em Aleppo. Nós pedimos às Nações Unidas para virem investigar imediatamente”, afirma o vice ministro sírio dos negócios estrangeiros, Faisal Mekdad.

Nos Estados Unidos, o presidente Obama já afirmou que o recurso a armas químicas seria inadmissível. Para o porta-voz da Casa Branca, Jay Carney, as provas acumulam-se contra o regime de Assad.

“Acreditamos ser muito provável que as armas químicas, se de facto foram utilizadas na Síria, e há provas disso, que o regime de Assad é responsável”, disse Carney numa conferência de imprensa.

Num desenvolvimento separado, o senador norte-americano e presidente do comité de relações exteriores, Robert Menendez, apresentou uma proposta de lei a fim de fornecer armamento a alguns grupos rebeldes selecionados.