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Por dentro do LCD

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Os ecrãs tomaram conta do mundo, estão nas televisões, nos computadores, nos telemóveis, nos relógios digitais, no GPS… E 90% destes ecrãs funcionam com a tecnologia LCD.

O homem por trás desta tecnologia é o inventor suíço Martin Schadt. As estatísticas dizem que em 2012, foram vendidos cerca de 40 milhões de televisores LCD.

Martin Schadt, inventor: “São lisos, com baixo peso, com uma baixa taxa tensão operativa, baixo consumo de energia. É possível vê-los de qualquer ângulo, têm uma qualidade de cor muito boa. Olhando em volta aqui nesta loja, temos rádios portáteis, todas as aplicações portáteis não seriam possíveis sem esta tecnologia, porque iriam consumir muita energia para apresentar a informação”.

Martin Schadt adianta mais sobre a tecnologia LCD em Liestal, uma pequena cidade, perto de Basileia.

Aos 75 anos, continua a trabalhar na sua invenção, para melhorar a qualidade ótica da tela e para desenvolver novas aplicações para os cristais líquidos.

A imagem é composta por milhares de pontinhos, mudando continuamente de cor e brilho. Cada um deles é um cristal líquido, feito de moléculas de hidrocarboneto, que mudam de orientação sob um campo elétrico. Os cristais líquidos geram um sinal ótico.

Martin Schadt, inventor: “Vamos começar com estes dois filtros óticos, que são idênticos e são parte integrante de cada monitor. Estes filtros têm a propriedade de passar apenas a luz que oscila numa direção. Isso significa que se eu colocar estes dois filtros um atrás do outro, em paralelo, então a luz pode passar, são brilhantes. Se rodar um destes filtros 90 graus, a luz não pode passar e o visor aparece a preto. E um ecrã de cristal líquido faz esta rotação manual eletricamente.”

Estes filtros representam um pequeno ponto. O brilho de cada pequeno ponto pode ser graduado, de escuro para brilhante, e as cores também podem ser ajustadas com filtros adequados. A primeira tela LCD criada foi construída em 1971.

Os cristais líquidos também são testados. Os ecrãs LCD têm que ser capazes de resistir a temperaturas extremas. O inventor é candidato ao Prémio de Inventor Europeu, organizado pelo Instituto Europeu de Patentes, num evento a acontecer a 28 de maio em Amsterdão.

Martin Schadt, inventor: “Para mim inventar é um estilo de vida, digamos. É-se curioso, quer-se encontrar novos caminhos e descobrir novos aspetos em que outras pessoas não pensam. E isso é muito emocionante, nunca acaba!”

euronews: “Inventou uma tecnologia que hoje é usada por milhões de pessoas em todo o mundo. Qual é a sensação?”

Martin Schadt, inventor: “É muito útil para muita gente. Permite-nos comunicar com máquinas, com carros, com aviões e por aí fora. Creio que isso é muito excitante”.