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O drama mortal da procura de asilo na Grécia

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O drama mortal da procura de asilo na Grécia

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O aumento do controlo na fronteira terrestre entre a Grécia e a Turquia levou os refugiados que fogem da guerra na Síria a procurar meios alternativos de chegar à Europa. Há quem não chegue ao destino como testemunhou a euronews na costa da paradisiaca ilha grega de Lesbos. Um cenário de morte serve de entrada a uma reportagem de Paul Hacket sobre as condições em que são recebidas e assistidas as pessoas que chegam àquela mítica ilha helénica em busca de uma vida segura e com melhores condições do que aquela que deixaram para trás. O futuro que encontram, porém, não se mostra risonho.

A União Europeia (UE) revela preocupação pela situação e está a edificar um novo Sistema Comum de Asilo (SECA), que deverá ser votado e ratificado em junho. A Comissária Europeia para os Assuntos Internos admite levar à justiça os estados membros que não respeitem o novo sistema. No imediato, Cecilia Malmström reconhece que “há demasiado por fazer”, mas defende que ainda não é caso para pensar numa estratégia diferente que não seja a de que a UE simplesmente dê todo o apoio para que a Grécia resolva o problema por si só. É também essa a posição do ex-secretário de estado britânico Charles Clarke, que, num debate mediado pela jornalista Isabelle Kumar, adverte que “a melhor solução” para o caso grego é o Governo de Atenas “aplicar um sistema de asilo justo e eficiente” que acabe, por exemplo, com os cerca de 18 meses de espera que alguns refugiados chegam a esperar em condições miseráveis para ver os seus pedidos de proteção atendidos.