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Michael Haneke vence prémio Príncipe das Astúrias nas Artes

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Michael Haneke vence prémio Príncipe das Astúrias nas Artes

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Michael Haneke, o aclamado realizado de filmes como “Amour” (2012) ou “O Laço Branco” (2009), é o vencedor do prémio Príncipe das Astúrias para as Artes, a primeira das oito categorias a concurso nesta 33.a edição do galardão promovido pela Fundação com o mesmo nome. O anúncio do vencedor foi realizado ao meio-dia desta quinta-feira, hora local em Oviedo, onde o júri se reuniu na manhã de quarta-feira para eleger o vencedor de entre as 33 candidaturas inscritas nesta categoria provenientes de 20 nacionalidades, incluindo Portugal.

O cineasta Michael Haneke, de 71 anos, sucede no prémio ao arquiteto espanhol Rafael Moneo, vencedor em 2012, ano em que também concorreu a pintora portuguesa Paula Rego. O austríaco era considerado um dos favoritos, ao lado do bailarino cubano de 39 anos Carlos Acosta, que faziam parte lista final reduzida a cinco candidatos na quarta-feira pelo júri do prémio. Os outros três integrantes desta lista final eram a performer sérvia Marina Abramovic, de 66 anos; o artista contemporâneo norte-americano Bruce Nauman, de 71; e o compositor estónio Arvo Pärt, de 77.

O ano de 2013 está, desta forma, a revelar-se de ouro para Michael Haneke. Com o filme “Amour”, que contou com a atriz portuguesa Rita Blanco, o austríaco chocou os espetadores com a história desconcertante dos últimos dias de um casal octogenário em França e colecionou prémios. Foi o melhor filme estrangeiro nos Óscares, nos Globos de Ouro e nos Baftas. Foi eleito melhor filme em Cannes, onde arrebatou a plateia e a Palma de Ouro, e recebeu o César para melhor filme do ano em França.

Mas não terá sido apenas por “Amour” que o júri da Fundação Príncipe das Astúrias destacou Haneke. A carreira em crescendo de quase 40 anos do austríaco, com vários filmes realistas e desconcertantes, terá levado os jurados a destaca-lo dos demais candidatos, considerando que Haneke terá dado ao longo da vida um significativo contributo para o património da Humanidade, principal critério dos prémios atribuídos pela Fundação gerida pelos príncipes das Astúrias.

A categoria das Artes é a primeira das oito categorias dos prestigiados prémios espanhóis a revelar o vencedor deste ano. O próximo anúncio está marcado para 15 de maio e reporta-se às Ciências Sociais. A 23 de maio é conhecido o vencedor na categoria de Comunicação e Humanidades e menos de uma semana depois é anunciado o vencedor em Investigação Científica e Tecnológica. A 5 de junho será conhecido o vencedor na categoria de Letras, uma semana depois o da Cooperação Internacional e a 19 de junho o do Desporto, que há um ano foi partilhado pelos futebolistas espanhóis Iker Casillas e Xavi Hernandez. A derradeira categoria a eleger o vencedor deste ano é a da Concórdia, a 4 de setembro.

Portugal apresenta habitualmente candidaturas aos prémios Princípe das Astúrias e já arrecadou alguns. A Universidade de Coimbra e o ex-presidente da República Mário Soares, por exemplo, receberam o prémio na categoria de Cooperação Internacional, respetivamente, em 1986 e 1995.

Em outubro, pelas mãos do príncipe Filipe, de Espanha, realiza-se a entrega dos vários prémios deste ano, que inclui para cada um dos galardoados 50 mil euros em dinheiro, uma escultura do catalão Joan Miró, um diploma e uma insígnia.