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Renovação democrática e sangrenta no Paquistão

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Renovação democrática e sangrenta no Paquistão

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O Paquistão vai a votos este sábado para eleger pela primeira vez um governo sucessor de um outro executivo eleito de forma democrática e que completou um mandato. E o favoritismo recai sobre o antigo primeiro-ministro Nawaz Sharif, conservador islâmico que não colhe muita simpatia dos militares, bastante influentes no poder.

Menos aberto a uma aliança com os Estados Unidos, Sharif defende negociações com os Talibãs. Analistas consideram que a sua vitória por inflamar tensões entre o poder político e o poder militar.

O triunfo será, no entanto, escasso e poderá ter que ser formada uma coligação com outros partidos como o da antiga estrela de críquete, Imran Khan, que recupera no hospital de uma queda num comício e tem enviado mensagens aos simpatizantes por vídeo-conferência.

Tudo aponta para que a formação que esteve no poder na última legislatura, o PPP da dinastia de Benazir Buto e do seu marido e atual presidente Asif Ali Zardari, sofra as consequências de um grande desgaste político e tenha um mau resultado.

As eleições são consideradas as mais sangrentas com atentados e raptos contra candidatos e populares envolvidos em campanhas. Pelo menos 100 pessoas já morreram.

Os talibãs anunciaram estar a preparar atentados para o sufrágio, este sábado.