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Mubarak nega responsabilidade na morte de manifestantes durante a revolução

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Mubarak nega responsabilidade na morte de manifestantes durante a revolução

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Acusado de corrupção e de cumplicidade na morte de centenas de manifestantes durante a revolta que o depôs em 2011, o antigo presidente egípcio Hosni Mubarak voltou a sentar-se no banco dos réus, este sábado, na primeira sessão do novo julgamento.

Num tribunal no Cairo, o antigo chefe de Estado voltou a declarar-se inocente. Mubarak é acusado de corrupção e cumplicidade na morte de 800 pessoas durante a revolução. Um dos advogados das vítimas disse não estar “otimista” em relação à decisão do “tribunal no caso da morte dos mártires da revolução e do roubo que as pessoas foram alvo”.

A repetição do julgamento, após recursos das duas partes, era para ter arrancado no mês passado mas a recusa de um juiz forçou o adiamento.

Notou-se uma mobilização muito pequena de opositores e apoiantes de Mubarak à porta do tribunal. A segunda sessão do julgamento foi marcada para 8 de junho.

Segundo o correspondente da euronews no Cairo, “a repetição do que é aqui chamado de ‘julgamento do século’ dá alguma satisfação aos apoiantes de Mubarak e deixa os opositores receosos com uma eventual absolvição. Nas ruas, os egípcios só querem que o processo seja resolvido o mais rapidamente possível para que o caso não caia no esquecimento sem que a verdade tenha sido apurada”.