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Sharif de regresso ao poder

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Sharif de regresso ao poder

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Reformas económicas urgentes e negociações com os talibãs vão ser algumas das prioridades políticas daquele que será novo primeiro-ministro do Paquistão. Apesar de ainda não serem conhecidos os resultados oficiais, tudo indica que Nawaz Sharif vai ficar a poucos votos de uma maioria absoluta, o que lhe permitirá coligar-se com pequenas formações.

O ex-primeiro-ministro, derrubado por um golpe militar em 1999, pode assim dispensar uma coligação com os principais rivais políticos, o antigo jogador de críquete, Imran Khan e o PPP da dinastia Bhutto que sai agora do palco do poder, chamuscado por um grande desgaste político.

As expectativas na nova página governativa são elevadas.

Um cidadão diz que “as massas votaram por Nawaz e deram-lhe o poder. Agora é a sua vez de cumprir o que prometeu. Devem agir de acordo com expectativas para a paz prevalecer”. Outro confessa que “há muita esperança mas ainda não vejo os sonhos tornarem-se realidade. Há esperança de que a inflação diminua, o emprego melhore e deixe de haver cortes de eletricidade”.

Além da economia, Sharif deverá tentar avançar com negociações com os talibãs que falharam em arruinar as eleições com ataques que provocaram mais de 20 mortos. Mas esse projeto pode encontrar a oposição das forças armadas, a fação mais poderosa de um país governado por militares durante bastantes anos.