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Bangladesh: H&M e Inditex apoiam acordo de segurança

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Bangladesh: H&M e Inditex apoiam acordo de segurança

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H&M e Inditex, os dois maiores retalhistas mundiais de vestuário, apoiam o acordo para melhorar a segurança nas fábricas têxteis no Bangladesh.

O documento está a ser debatido desde que o colapso de um edifício que matou mais de 1100 pessoas em abril. A tragédia chamou a atenção para as condições de trabalho no país, que muitos consideram “trabalho escravo”.

Fanny Gallois, da organização francesa “Etiqueta ética”, diz que o Bangladesh é “atelier do mundo”. “Os custos de produção são muitos baixos e, não é um segredo, os industriais que procuram margens importantes e grandes lucros vão fornecer-se onde os preços são mais baixos”.

Segundo a Organização Internacional do Trabalho, no Bangladesh o custo da mão-de-obra é de 38 cêntimos de euro, por hora. Na China, um euro e sessenta, contra uma média de 20 euros na União Europeia. Não é por isso de estranhar que o Bangladesh seja o segundo maior exportador de vestuário do mundo, a seguir à China.

O setor têxtil gera cerca de 22 mil milhões de euros por ano ao Bangladesh e representa 80% das suas exportações.

Mas a tragédia originou uma onda de contestação social. Os protestos por melhores salários obrigaram centenas de fábricas a fechar esta segunda-feira por tempo indeterminado e o governo tenta acalmar os ânimos com um reforço das leis do trabalho.

As marcas têm até 15 de maio para aderir ao acordo, promovido pela Organização Internacional do Trabalho. GAP, Wal-Mart, Calvin Klein e Tchibo também já disseram que apoiam a iniciativa.