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Ex-comandante do Costa Concordia acusa timoneiro do naufrágio do navio

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Ex-comandante do Costa Concordia acusa timoneiro do naufrágio do navio

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O ex-comandante do paquete Costa Concordia regressou hoje à barra dos tribunais, um ano e maio após o naufrágio do navio, e num momento em que a justiça italiana tenta acelerar a abertura do processo.

Francesco Schettino voltou a rejeitar as acusações de homicídio por negligência e abandono do navio, apontando culpas ao timoneiro, que teria interpretado de forma errada as ordens do capitão.

O advogado de defesa, Francesco Pepe, afirma, “estamos convencidos de que as acusações de abandono de navio são absurdas pois o comandante estava numa situação em que era impossível permanecer a bordo”.

O procurador de Grossetto rejeitou qualquer acordo para uma eventual redução de pena, aceitando, no entanto, negociar a situação dos restantes cinco acusados.

O segundo advogado de defesa, Domenico Pepe, propõe a organização de uma simulação do acidente, “para verificar todos os pontos da acusação, se o sistema de segurança funcionou corretamente, como é que a crise foi gerida e o que é que falhou para que os barcos salva-vidas não fossem lançados a tempo à água”.

A audiência preliminar do processo deverá permitir acelerar a máquina judicial para apurar as responsabilidades do naufrágio e as consequentes indemnizações às vítimas.

O incidente ao largo da ilha de Giglio, em Janeiro do ano passado, tinha morto 32 pessoas levantando questões sobre a gestão da crise, tanto por parte da companhia, como por parte da tripulação.

O processo judicial parece estar tão atrasado quanto as operações para remover o navio naufragado que, depois de várias tentativas poderão ser novamente adiadas para o próximo ano.