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Dia da "catástrofe" palestiniano marcado por confrontos na Cisjordânia

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Dia da "catástrofe" palestiniano marcado por confrontos na Cisjordânia

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Milhares de palestinianos celebraram hoje, na Cisjordânia e em Gaza, o 65o aniversário do êxodo de 1948.

O também chamado “dia da catástrofe”, assinala a expulsão ou fuga de mais de 760 mil palestinianos após a criação do estado de Israel.

Uma jornada marcada por um símbolo – uma chave, a dos “territórios perdidos” – e uma palavra de ordem – “o direito ao regresso” dos refugiados – rejeitado por Israel apesar de reconhecido pela ONU.

“O direito ao regresso é uma obrigação e precisamos de lutar por este direito”, afirma um manifestante em Rhamallah.

As mesmas palavras de ordem e manifestações repetiram-se em Gaza, onde mais de 10 mil pessoas participaram num protesto para pedir às autoridades que não cedam na questão dos refugiados num futuro processo de paz.

A jornada foi marcada também por confrontos entre manifestantes palestinianos e a políciia israelita, em Jerusalém-leste, junto à porta de Damasco, onde oito pessoas foram detidas e três agentes ficaram feridos.

Em Qalandia, junto a Rhamallah, várias pessoas ficaram feridas durante uma manifestação junto a um posto de controlo militar. Em Hebron, um grupo de ativistas incendiou um blindado israelita, ferindo quatro soldados.