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Honras de abertura em Cannes

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Honras de abertura em Cannes

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A edição deste ano do Festival de Cannes já está em andamento, com Steven Spielberg no papel de presidente do júri. Tem a responsabilidade de escolher qual dos vinte filmes em competição vai levar para casa a cobiçada Palma d’Ouro.

Com entradas de lendas como Roman Polanski ou James Gray, os organizadores do festival reconheceram a necessidade de um presidente que impusesse respeito.

Thierry Fremaux, Diretor do Festival: “Estes são grandes cineastas e devem ter alguma de legitimidade por parte do júri. E quando existe alguém como o Steven Spielberg para ser presidente, a legitimidade existe.”

“O Grande Gatsby” de Baz Luhrmann com Leonardo DiCaprio e Tobey Maguire abriu o festival. Para Thierry Fremaux, foi a forma ideal de dar o pontapé de saída, ao verdadeiro estilo de Cannes.

Thierry Fremaux: “Não quero dizer que é um exemplo perfeito de Cannes, mas é quase. Um autor como Baz Luhrmann, uma grande estrela como Leonardo Di Caprio e uma das lendárias histórias da literatura. E com pessoas como Steven Spielberg e Nicole Kidman, pela primeira vez no tapete vermelho para a noite de abertura. Isto faz parte da dimensão e da lenda de Cannes.”

A desafiar Gatsby está “La Grande Bellezza”, de Paolo Sorrentino. Toni Servillo é o protagonista e uma escolha já habitual do realizador. Conta a história de um escritor na fase do envelhecimento que reflete, com amargura, as paixões da juventude.

Já “Heli”, é um drama mexicano de Amat Escalante.Passado numa empoeirada cidade mexicana, explora como o amor e a família podem oferecer algum alívio aos que se vêm assediados por parte dos cartéis de droga, dos polícias corruptos e dos predadores sexuais.

Benicio Del Toro e Mathieu Amalric são as estrelas do filme do francês de Arnaud Desplechin: “Jimmy P. Psychotherapy of a Plains Indian”. Com base na amizade real entre um ex-soldado americano e um antropólogo, nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial.

“Le Passé” é o mais recente filme do iraniano Asghar Farhadi, que levou para casa um Óscar no ano passado, com “Uma Separação”, uma película aclamada internacionalmente. Desta vez conta a história de um homem iraniano, que abandona a mulher francesa para voltar à sua terra natal, o desprendimento é, mais uma vez, o tema central.