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Mali: Eleições são condição para receber 3,2 mil milhões de euros

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Mali: Eleições são condição para receber 3,2 mil milhões de euros

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A generosidade da comunidade internacional excedeu as expetativas do governo do Mali, ao qual foram prometidos 3,2 mil milhões de euros, numa conferência de doadores, esta quarta-feira, em Bruxelas, patrocinada pela União Europeia e pela França.

O chefe da diplomacia maliana, Tieman Hubert Coulibaly, disse que existe “um plano com doze pontos, desde a economia, passando pelas infra-estruturas e os serviços sociais. Pensamos que o extremismo e o terrorismo só têm condições para florescer quando há ignorância e pobreza”.

Vítima de um conflito armado entre Governo e extremistas islâmicos, a população enfrenta sérias dificuldades.

“O desafio é ajudar 300 mil pessoas que ainda estão deslocadas das suas cidades no norte, vivendo no sul do Mali. Outras 175 mil vivem nos países vizinhos e ainda temos que alimentar mais 700 mil em necessidade absoluta de assistência alimentar”, refere a diretora-executiva do Programa Alimentar Mundial, Ertharin Cousin.

A França, ex-potência colonizadora e que ajuda o Mali a combater os rebeldes, é uma das vozes da comunidade internacional a condicionar a ajuda à reposição do Estado de direito.

“Estamos extremamente atentos ao facto de que as eleições devem ocorrer em julho, sendo 28 de julho a data oficial. Temos dito que os recursos financeiros mobilizados hoje estão endossados à exigência de que a democracia regresse ao Mali”, afirmou Pascal Canfin, ministro francês do Desenvolvimento.

A economia do Mali foi fortemente afetada pelo golpe de Estado em março de 2012, tendo os recursos estatais caído 30%. Além da fome, a população é ameaçada por várias doenças graves, como a malária.