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Zona euro: Recessão prolonga-se há ano e meio

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Zona euro: Recessão prolonga-se há ano e meio

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A zona euro vive a mais longa recessão da sua história. Os dados preliminares do Eurostat para o crescimento económico no primeiro trimestre revelaram-se piores do que o previsto pelos economistas.

O PIB da União Monetária contraiu, em termos anuais, 1% e mesmo o desempenho das grandes economias desiludiu. A França entrou em recessão e a Alemanha, a maior economia do bloco, escapou por pouco, com um crescimento de 0,1%.

No primeiro trimestre, a zona euro contraiu 0,2% face ao final de 2012. A recessão atinge nove dos 17 países e prolonga-se há ano e meio, ou seja, é mais longa do que após a crise financeira de 2008.

O antigo presidente do Banco Central Europeu reconhece que “a situação é difícil”, mas acredita que “estamos próximos do momento em que haverá uma retoma da confiança”. Porque o crescimento baseia-se na “confiança dos consumidores, dos investidores e dos depositantes. É isso que vai permitir a retoma da confiança”, garante Jean Claude Trichet.

No caso de Portugal, a economia contraiu 3,9%, em termos anuais. Trata-se da terceira maior da zona euro. Pior só Grécia e Chipre.

Segundo os analistas, não deverá haver melhorias significativas nos próximos meses na zona euro, tendo em conta o fraco consumo interno, devido às medidas de austeridade e ao desemprego recorde. A União Monetária tem mais de 19 milhões de pessoas sem trabalho, o que corresponde a uma taxa acima dos 12%.

O relançamento do crescimento tornou-se, por isso, assunto urgente para um número crescente de dirigentes europeus e deverá dominar a cimeira da próxima semana.

Para impulsionar a economia, o Banco Central Europeu (BCE) baixou as taxas de juro para 0,5%, um novo mínimo histórico, mas os analistas consideram que, no atual cenário, a instituição vai implementar mais estímulos, destinados, sobretudo, às pequenas e médias empresas.