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Como travar perda de competitividade europeia para a China?

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Como travar perda de competitividade europeia para a China?

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Uma sondagem da Accenture feita entre os líderes da indústria europeia revela que 71% acreditam que a China vai estar ao mesmo nível, ou mesmo ultrapassar, a Europa em termos de competitividade tecnológica.

Convidado da Cimeira Europeia de Negócios, em Bruxelas, o director-geral da empresa de sondagem, Mark Spelman, diz que “se deve reconhecer que a Europa não é homogénea, tem níveis muito diferentes de competitividade. Claro que os custos de produção são importantes, mas há também o fator da qualidade e a Europa tem de apostar nos seus pontos fortes como a qualidade e a imagem de marca, numa cadeia de valor integrado”.

Apesar da crise financeira, os trabalhadores criticam a reestruturação económica feita às custas dos salários, imitando exatamente o modelo chinês, como refere o vice-secretário-geral da União Europeia de Sindicatos.

“Não temos nada contra a competitividade, mas o nosso objetivo é evitar que os europeus vejam descer os seus padrões de vida e os seus salários para os níveis existentes na China”, afirma Patrick Itschert.

A eficiência energética e a mudança de padrões de consumo são outras apostas consideradas decisivas para a competitividade europeia.