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Procurador-geral dos EUA demarca-se das escutas a jornalistas

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Procurador-geral dos EUA demarca-se das escutas a jornalistas

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O chefe do Departamento de Justiça norte-americano nega qualquer implicação na apreensão de registos telefónicos da agência Associated Press. Eric Holder afirma ter delegado o caso ao seu número dois para evitar uma eventual incompatibilidade.

O presidente da Comissão de Justiça da Câmara dos Representantes, Bob Godlatte, confrontou o procurador-geral com as críticas sobre a investigação, questionando-o sobre as razões para a apreensão de registos dos telefonemas de 20 jornalistas durante dois meses.

Eric Holder limitou-se a responder que “o assunto está a ser supervisionado pelo procurador-geral-adjunto” e que não está por dentro das razões que explicam a apreensão dos registos porque não faz parte do caso.

O problema é que Eric Holder lidera o Departamento de Justiça, acusado de ter espionado os jornalistas da Associated Press durante dois meses para encontrar a fonte de uma fuga de informação. Para tentar escapar a um novo “Watergate”, a Casa Branca anunciou um projeto de lei para proteger as fontes dos jornalistas, salvaguardando os casos em que a segurança nacional esteja em perigo ou em que a informação possa impedir um atentado.