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Bélgica: reabertura de dois reatores reacende polémica sobre segurança nuclear

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Bélgica: reabertura de dois reatores reacende polémica sobre segurança nuclear

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A agência nuclear belga decidiu dar luz verde à reabertura de dois reatores nucleares (Tihange 2 e Doel 3), encerrados desde o verão passado, depois da descoberta de microfissuras nas duas instalações.

A decisão, anunciada este sexta-feira, é vivamente contestada pelo partido dos verdes e por várias associações ecologistas que falam de falta de transparência e de respostas às dúvidas de alguns peritos.

A ministra do Interior belga, Joelle Milquet, defendeu-se das críticas ao governo afirmando que, “estamos a lidar com um regulador independente que emitiu um parecer técnico favorável ao reinício das operações. Nós acatamos esta decisão e ouvimos com atenção as explicações e análises, como o parlamento o fará na próxima semana”.

A agência nuclear e a companhia elétrica belga afirmam que, depois de vários testes com ultra-sons, “as fissuras detetadas não põem em causa a estrutura e a resistência dos reatores”.

Argumentos que não convencem a organização ecologista Greenpeace:

“O governo não está a assumir a sua responsabilidade na segurança e proteção da população ao aprovar o reinício das operações de dois reatores bastante perigosos. Nós não aceitamos esta situação e é por isso que vamos levar o governo a tribunal”, afirma Eloi Glorieux.

A polémica ocorre depois do governo ter revisto o objetivo de encerrar vários reatores com mais de 40 anos até 2025, prevendo nomeadamente o prolongamento do tempo de vida de algumas instalações.