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Human Rights Watch encontra prova de tortura na Síria

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Human Rights Watch encontra prova de tortura na Síria

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Nos edifícios que outrora pertenciam aos serviços de segurança da cidade síria de Raqa, a ONG Human Rights Watch encontrou documentos e instrumentos que provam a prática da tortura.

A cidade de Raqa, no norte da Síria, tornou-se, em março, a primeira capital de província a ser tomada pelos rebeldes, a quem a ONG baseada em Nova Iorque pede agora que preservem as provas, para um dia levar os culpados à justiça:

“Durante a visita, pudemos ver, por exemplo, provas documentais do tipo de casos que os serviços secretos estavam a investigar. Pudemos ver as solitárias onde os presos ficavam, em isolamento. Pudemos igualmente ver salas de interrogatório e salas de tortura”, explica ama Fakih, da organização.

Salas com instrumentos de tortura, como uma prancha articulada, em madeira, que permitia obrigar os prisioneiros a dobrar-se.

A ONG pôde igualmente falar com ex-prisioneiros, muitos dos quais foram torturados e que viram outros detidos sê-lo também. É o caso de Ahmed: “Vi pessoas a quem as unhas foram arrancadas, a carne cresceu no lugar das unhas e as unhas começavam a romper através dessa carne. A primeira vista, até pensamos que não se trata de seres humanos… pessoas que passaram oito, 11 ou 13 anos, confinados entre quatro paredes.”

As práticas de tortura do regime sírio vêm de longe. Os abusos de Damasco – tortura, mas não só – são sistemáticos, mortíferos e em larga escala, diz a ONG, que alerta, contudo: as violações dos direitos humanos por parte dos rebeldes têm aumentado nos últimos meses.