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Italianos: "queremos trabalhar"

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Italianos: "queremos trabalhar"

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É a primeira manifestação contra a austeridade em Itália desde a tomada de posse do novo executivo liderado por Enrico Letta.

Em Roma, milhares de pessoas pediram ao governo medidas para travar a taxa de desemprego que atinge 11,5 por cento da população ativa e que entre os jovens ronda os 38 por cento.

“Se este governo quer marcar uma posição deve, antes de mais, demarcar-se dos executivos de Monti e de Berlusconi e concentrar-se em novas políticas. Não sei se será capaz de o fazer, mas é disso que o país precisa e é, por isso, que aqui estamos hoje” afirma o líder do CGIL para o setor metalúrgico, Maurizio Landini.

“Os trabalhadores estão a sentir na pele as consequências da austeridade. Muitos não têm emprego, outros entraram para a pré-reforma antes de a lei ter sido alterada e, agora, nem têm trabalho nem direito a pensão. Os casos de suicídio não param de aumentar. Penso que é tempo do governo refletir” afirma Annamaria Parigi, desempregada.

Os manifestantes criticam as prioridades do executivo italiano que acaba de anunciar o fim de imposto sobre a habitação, reintroduzido durante o governo de Mário Monti. Mais, lembram que Letta prometeu, em abril, apostar na criação de emprego e que, até agora, nada mudou.