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Arte chinesa em Kiev

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Arte chinesa em Kiev

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Sun Yuan e Peng Yu exibem a sua instalação artística na exposição “China China”, na Ucrânia. Uma performance que explora a tensão entre o pensamento coletivo e a individualidade, a pressão social e a independência.

Sun Yuan, artista: “Há uma diferença entre os olhos vendados, olhos que não podem ver devido às condições físicas ou apenas porque está escuro.”

Temas em torno do conceito de rendição do indivíduo ao grupo estão a ser explorados por onze artistas contemporâneos chineses, incluindo o controverso Ai Weiwei.

O seu trabalho de 2009, “Rooted Upon” consiste em 32 peças de tronco de árvore, e “Fairytale” apresenta uma coleção de 535 impressões a preto e branco, que exploraram a batalha entre o indivíduo e o sistema.

Bjorn Geldhof, Curador: “Acho que o que queríamos fazer era reunir diferentes posições que nos mostram de uma forma tridimensional complexa, como a individualidade e o coletivo está sempre a mudar e como a nossa sociedade está mudar segundo esse princípio, ou pelo equilíbrio desses dois princípios ou noções.”

“Forever Bicycles” de Ai Weiwei conta a história sobre a urbanização da China, a migração rural e os riscos ambientais.

Bjorn Geldhof: “Depois da revolução cultural, o objetivo era industrializar a China e estas bicicletas são de certa forma um símbolo dessa industrialização e a maneira como são empilhados. São construídas como arranha-céus, tem a ver com a construção do novo, construir uma nova cidade, uma nova economia, mas ao mesmo tempo, reduzir tudo a algo semelhante, tirando a individualidade”.

O Grafitti de Sun Xun “Undefine Revolution” estabelece uma ligação entre as histórias da Ucrânia e da China. Países que sofreram as consequências de governantes totalitários.

Bjorn Geldhof: “Têm uma história comum de como lidar com o coletivo, mas o que torna tão interessante manter a exposição aqui na Ucrânia, no Leste Europeu, é a diferença que a Ucrânia tenha escolhido um caminho diferente da China para resolver a questão dos direitos individuais e coletivos”.

Do lado de fora da galeria há uma outra instalação, uma enorme escultura de pedra calcária de um policia chinês esmagada na calçada. É o trabalho de Zhao Zhao, uma das estrelas mais provocativas da China, ele próprio um ex-polícia.

Zhao Zhao, artista: “As pessoas costumam fazer grandes esculturas peça por peça e depois montam-nas. Eu fui o primeiro artista na China que fez o oposto. Primeiro fiz a escultura completa e depois quebrei-a em várias partes, como pode ver. “

A exposição “China China” acontece até 06 de outubro em Kiev.