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Boracay não se fica pelo título de paraíso tropical

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Boracay não se fica pelo título de paraíso tropical

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As Filipinas têm mais de 7 mil ilhas. Boracay é a mais famosa, tendo-se tornado num destino de eleição para os praticantes de windsurf e kitesurf. Neste segundo capítulo do “Philippine Life”, fomos à descoberta de um autêntico paraíso, onde assistimos ao Festival do Barco-Dragão.

Toda a ilha está num rebuliço. Mais de 900 remadores vieram de todo o mundo para participar no Festival Internacional do Barco-Dragão. É a sétima vez que Boracay acolhe esta corrida para a glória que tem como cenário a Praia Branca.

Força e resistência são fatores importantes. Mas é o trabalho de equipa que determina tudo, como nos explica uma das organizadoras do evento, que não fica na praia a assistir, participa na competição. “Antes de mais, é preciso disciplina. Para chegar ao nível competitivo, tem de se treinar todos os dias e adotar o espírito de equipa”, afirma Tootsie Ronnholm.

Há meses que as equipas se preparam para este momento. Uma delas é a Bugsay Boracay. Os seus 40 elementos treinam cinco dias por semana. Há membros da Suécia, França, Rússia, Suíça. Simone Bartmann vem da cidade alemã de Hamburgo: “quanto mais perto da água, maior o entusiasmo. Mas o auge é mesmo quando o barco chega à linha de partida. Remamos até chegar à posição certa. Quando a corrida arranca… é aí que o coração acelera.”

Simone chegou a Boracay há 12 anos. Na altura, a ilha, que fica a 300 quilómetros de Manila, era muito mais sossegada. Até aos anos 70, o que existiam eram algumas comunidades piscatórias. Pouco a pouco, os turistas foram chegando. Hoje em dia, é um dos principais destinos turísticos das Filipinas. Não só para descansar. Que o digam os adeptos de windsurf e kitesurf. Entre novembro e abril, é vê-los multiplicarem-se ao longo da praia de Bulabog.

Simone instalou-se justamente na parte ventosa da ilha, onde abriu uma escola para a prática destes desportos. Para quem considera que o kite é demasiado radical, aqui fica um conselho: “é relativamente fácil, só custa nos primeiros quatro, cinco dias. O kitesurf é muito apelativo porque é ilimitado na forma como permite desocupar a cabeça. Pode-se deslizar, saltar, ou fazer todo o tipo de acrobacias.”

Entre os eventos que Bulabog acolhe encontra-se o Kiteboard Tour Asia. O monitor Santi Borrás explica o fascínio que este desporto exerce: “é fantástico. A combinação da água, do vento, o deixar-se ir, o deslizar. Eu digo que é uma espécie de meditação. Não há nada entre mim e o vento. É perfeito, é lindo.”

Para além das praias e dos desportos à superfície, as Filipinas oferecem todo um outro mundo, o subaquático. Na próxima edição de Philippine Life, mostramos a baía de Donsol, a ilha de Luzon e procuramos o maior peixe do mundo: o tubarão-baleia.