Última hora

Última hora

Oklahoma: diminui a esperança de encontrar sobreviventes

Em leitura:

Oklahoma: diminui a esperança de encontrar sobreviventes

Tamanho do texto Aa Aa

Estas imagens forma captadas no estado norte-americano do Oklahoma. Uma zona conhecida como “a avenida dos tornados.”
O fenónomo natural voltou a atingir a região, esta segunda-feira, e deixou para trás um rasto de morte e destruição

Euronews: O tornado que atingiu Oklahoma foi um dos piores desastres naturais de sempre. Para nos dar mais informações temos connosco Marci Gonzalez da ABC News.

Gonzalez: “Para vos dar uma ideia da devastação, isto que vemos atrás de mim costumava ser um bairro. Podemos ver que as casas foram varridas. Os moradores passam para ver se podem salvar há alguma coisa. Estão à procura de animais de estimação e, como podem ver, deste bairro pouco ficou. Esta é, aliás, a imagem de Oklahoma. Duas escolas foram, fortemente, atingidas. Algumas crianças morreram e várias pessoas ficaram feridas. Numa das escolas os trabalhos de resgate terminaram e, agora, é tempo de proceder às limpezas. Hoje, não há expectativa de encontrar mais sobreviventes.”

Euronews: Qual é o sentimento junto da comunidade?

Gonzalez: “Devastação total quando se pensa nas vidas perdidas e na quantidade de crianças. É difícil descrever a tristeza que se vive aqui e esta é uma comunidade que já passou por uma experiência similar, um tornado nesta mesma cidade em 1999.”

Euronews: Essa é uma zona de furacões. Como se explica que as casas não consigam resistir a tornados desta dimensão?

Gonzalez: “Este foi um tornado extremamente poderoso, mas existem sistemas de alerta. Algumas sirenes soaram durante 15 e 20 minutos antes do tornado se aproximar e se assim não fosse é possível que o número de mortos fosse superior. Estes alertas permitiram avisar as pessoas para a necessidade de procurar um abrigo.”

Euronews: Como estão as autoridades a responder a nível estadual e federal?

Gonzalez: “Há uma grande resposta. Vemos que há um envolvimento a todos os níveis, desde regionais a estatais. A começar pelas comunidades vizinhas que se disponibilizaram para ajudar. Desde logo, a tentar encontrar sobreviventes nos escombros. Há portanto, um grande empenho por parte da comunidade.”

Euronews: Há esperança de ainda encontrar sobreviventes?

Gonzalez: “Como disse em relação à escola, ninguém acredita que seja possível encontrar sobreviventes. Mas posso dizer que as comunidades não perderam a esperança. Há quem continue à procura de pessoas ou de sinais debaixo dos escombros e há, também, quem procure os animais de estimação, na esperança de os encontrar com vida.”