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Projeto de diretiva não protege depósitos acima dos 100 mil euros

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Projeto de diretiva não protege depósitos acima dos 100 mil euros

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Os depósitos bancários europeus abaixo dos 100 mil euros estão protegidos, mas não as contas com um montante superior, que poderão sofrer perdas em caso de falência bancária.

O projeto de diretiva, votado pela Comissão de Assuntos Económicos do Parlamento Europeu, alarga assim aos Vinte e Sete, a partir de 2016, o acordo imposto ao Chipre, apesar de, na altura, vários dirigentes europeus terem dito que o caso cipriota seria único.

Para evitar a bancarrota da ilha e do seu sistema bancário, os detentores de contas com mais de 100 mil euros, nos dois grandes bancos do país, vão sofrer perdas que poderão ascender a 60%.

De acordo com a proposta europeia, os depositantes com mais de 100 mil euros só sofrerão perdas em último recurso. Primeiro pagam os acionistas e os detentores de obrigações dos bancos falidos.

Mas o caminho do projeto de diretiva ainda é longo. Terá de ser votado pelos ministros das Finanças da União Europeia e pelo Parlamento Europeu, e a contestação é grande.

Mas a mensagem já passou: os bancos não serão salvos a todo o custo pelos contribuintes, como aconteceu após a crise financeira de 2007-2009, o que acentuou os défices de diversos países e a crise do euro.