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Bruxelas acerta agulhas para travar evasão fiscal

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Bruxelas acerta agulhas para travar evasão fiscal

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São cofres que a União Europeia quer tornar públicos em tempos de recessão. Receitas nem sempre declaradas e que somadas representam autênticas fortunas.

A evasão fiscal vai dominar a cimeira dos chefes de Estado e de Governo dos 27 que, hoje, se realiza em Bruxelas.

De acordo com o presidente da Comissão Europeia o total das receitas perdidas devido à fraude e evasão fiscal representa cerca de mil milhões de euros por ano, praticamente o dobro do défice anual total de 2012 de todos os Estados-membros.

No entanto, e para avançar com medidas concretas é preciso unanimidade no seio dos 27.

Barroso desafia os Estados-membros a aprovar as propostas legislativas já apresentadas e a melhorar a coordenação a nível europeu.

O Chipre é apontado como um dos países que promove a evasão fiscal. Uma ideia rejeitada pelo chefe de Estado durante uma entrevista à Euronews. Segundo Nicos Anastasiades, Chipre aplica todos os procedimentos internacionais de combate à evasão fiscal, uma situação que, adianta, não ajuda a ultrapassar o período difícil em que o país se encontra. Para Anastasiades, Chipre não é conhecido pela lavagem de dinheiro.

Certo, é que o sol está longe de ser o único atrativo do país. Os baixos impostos e os rendimentos sobre capitais, bem como, as regras de regulação das transações financeiras e o sigilo bancário, atraíram grandes investidores estrangeiros e muitos milhões de euros.