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Cimeira da UE: Irlanda nega ser paraíso para fiscalidade agressiva

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Cimeira da UE: Irlanda nega ser paraíso para fiscalidade agressiva

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Os governantes da Áustria e do Luxemburgo estão particularmente sobre pressão na cimeira da UE, esta quarta-feira, em Bruxelas, devido à política de segredo bancário que dificulta o combate à fuga aos impostos.

Mas o colega da Irlanda acabou por ficar também debaixo dos holofotes devido ao mais recente escândalo de planeamento fiscal agressivo, envolvendo uma grande multinacional norte-americana nesse país.

O primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, afirmou que “a taxa de IRC na Irlanda está estabelecida legalmente, de forma muito clara e transparente. Não fazemos quaisquer acordos especiais com empresas individuais no que diz respeito a essa taxa de imposto.”

Os líderes tentam chegar a acordo para rever a diretiva de impostos sobre poupanças de modo a permitir a troca automática de informação.

Para o analista da organização Transparência Internacional, Carl Dolan, “é preciso assegurar que passa a haver declarações muito detalhadas sobre as empresas multinacionais. Para cada um dos países onde essas empresas operam, devem ser declaradas as receitas e impostos pagos. E, de facto, tem havido alguns progressos na UE a esse respeito, em particular nos setores do petróleo, gás e bancos.

O Luxemburgo expressou vontade de aderir a um mecanismo global em janeiro de 2015. Mas até lá, este país e a Áustria exigem novos acordos com outros paraísos fiscais europeus fora da União como Suíça ou Mónaco.