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Assassinato do soldado Lee Rigby provoca faíscas islamofóbicas em Londres

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Assassinato do soldado Lee Rigby provoca faíscas islamofóbicas em Londres

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Flores em memória do soldado britânico que, esta quarta-feira, foi assassinado à machadada, por dois homens.

O ministério da Defesa britânico drevelou a identidade da vítima: Lee Rigby, de 25 anos, natural do Manchester e veterano do Afeganistão. Deixa órfão um filho de dois anos.

O Comando de Contraterrorismo da polícia assumiu a investigação do ataque, que ocorreu próximo de um quartel de Woolwich, no sudeste de Londres.

Um vídeasta amador filmou esta conversa, de um dos alegados autores do crime: “Lamento que as mulheres tenham de assistir a isto. Mas, na nossa terra, as nossas mulheres também assistem a coisas semelhantes. Vocês nunca estarão a salvo. Demitam os vossos governos, que não se prepcupam convosco. Acham que o Cameron vai ser apanhado na rua? Quando começarmos a empunhar armas, acham que os políticos vão morrer? Não! Quem vai morrer são vocês e os vossos filhos. Livrem-se deles. Digam-lhes que retirem as tropas enquanto ainda podem viver em paz.”

Os suspeitos dizem ter agido em nome de Alá. O receio, agora, é que o ato leve a um aumento da islamofobia, no país, como explica o analista Mohammed Ansar: “Temos assistido a uma escalada da tensão; uma histeria face aos muçulmanos e ao islão; medo, ódio e xenofobia face aos estrangeiros e aos imigrantes. Neste caldeirão político, este género de faíscas pode causar mesmo muitos, muitos danos. O perigo é esse, é que as comunidades se fechem em si próprias.”

E as faíscas já começaram. Nas horas que se seguiram ao homicídio, dois homens foram detidos na sequência de ataques a mesquitas nos arredores de Londres e militantes da extrema-direita britânica desceram à rua em protestos, envolvendo-se em confrontos com a polícia.

“Já chega. A nossa mensagem é: já chega! Temos líderes fracos e uma polícia fraca que andam em bicos de pés, sem tocar no assunto. E o assunto é o Islão político que está a alastrar pelo país”, vocifera, no meio da multidão, Tommy Robunson, líder do movimento de extrema-direita, English Defense League.

O Conselho Muçulmano do Reino Unido condenou, entretanto, “sem reservas” o assassinato do soldado.